25 de maio, o dia que se assinalou o Dia da Região Autónoma dos Açores, a AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores – teve a honra de receber a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico atribuída pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Receber esta insígnia autonómica, no dia em que celebramos a autonomia e a identidade açoriana, é uma honra para a associação e um tributo a todos os que escolheram estas nove ilhas para reconstruir a sua vida.
Ao longo dos anos, a AIPA tem sido uma ponte entre culturas. Este reconhecimento do Parlamento açoriano diz-nos algo maior: que o imigrante já não é visto como um “outro” ou um “visitante”, mas como parte vital do tecido social, cultural e económico dos Açores.
Esta insígnia pertence:
– Aos que chegaram com esperança e hoje geram emprego e riqueza;
– Às crianças que, nas escolas, misturam sotaques e desenham o futuro demográfico;
– Aos voluntários, técnicos e os atuais e ex-membros dos Órgãos Sociais da AIPA que fazem da integração uma missão diária.
Os açorianos conhecem bem o peso da mala e a saudade do horizonte. Somos um povo de emigrantes. É essa memória que nos dá autoridade moral e sensibilidade para sermos, hoje, um povo de acolhimento.
A autonomia que hoje celebramos faz-se de liberdade, mas também de solidariedade. Ao distinguir a AIPA, a Casa Parlamentar afirma que os Açores são uma região moderna, aberta ao mundo e consciente de que a diversidade não diminui a identidade — reforça-a com resiliência e inovação.
Não vemos esta distinção como um ponto de chegada, mas como um renovado compromisso. O desafio da integração é contínuo. Exige políticas públicas robustas, combate ao preconceito e a preservação da cultura de proximidade tão própria das nossas gentes.
Enquanto presidente da Direção da AIPA, agradeço à Assembleia Legislativa este gesto de grande simbolismo. Hoje estamos mais convictos de que a nossa “açorianidade” é viva, vasta como o mar que nos rodeia e inclusiva como a democracia que deve imperar nesta região.
Muito obrigado.
Viva a AIPA e viva os Açores!